sábado, 16 de fevereiro de 2008

Vivo dentro desta jaula
Porta aberta, confiança cega.
O que sei, está cá dentro
Do que não sei, não se fala.

Não me mintas nem digas que és feliz,
O que se sente não se diz.

Não me fales de amor.
Não me digas o que é a dor.
Se quiser experimentar.
Saio daqui e vou vadiar.

E depois, como é lá fora?
Não me digas, não me contes.
Eu não tenho curiosidade
Daqui vejo os vales e vejo os montes.
E depois, estou cá dentro.
Porta de aço, chão de cimento.

E agora que vejo a lua,
Sinto falta de um miminho
De uma voz que era tua
De um som de um sininho.

E já viste como se sofre,
Quando não se acredita na sorte?
Já viste o que não se sente,
Quando se esvazia a mente?

4 comentários:

  1. És já conhecedora da minha singela Opinião, mas não disse eu que, GOSTEI?

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  2. Gostei muito deste poema.
    Continua a escrever assim está bem?

    Beijinho

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  3. Atrevo-me...

    Não precisas de saber
    Apenas porque alguém viveu,
    Precisas de sentir
    Saber, porque te aconteceu.


    Beijos e adorei o teu poema

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  4. Joaor: Disseste sim :)

    Lia: Ainda bem que gostas! Depende da inspiração, mas espero que sim ;)

    Pipe Shadow: Provavelmente não preciso da experiencias dos outros, mas das minhas... Obrigada.


    Beijinhos

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