domingo, 20 de janeiro de 2008

E se eu?

E se eu me pintasse de azul, vivesse como nuvem e bailasse no céu estrelado?
E se eu me vestisse de monja, fugisse para o tibete e vivesse lá para sempre?
E se eu me transformasse em cometa, fizesse toda a rota em torno da tua casa?
E se eu me pusesse como queres, fizesse como disseres, seria melhor?
E se eu me voltasse para dentro, fizesse voto de silêncio e não sorrisse nunca mais?
E se eu me quisesse transformar, ser melhor e diferente, alguém me iria ajudar?

É que hoje eu não gosto do que vejo, não gosto do que sou e não mostro o que quero. Hoje, nem sei comunicar, nem sei gesticular, nem sequer consigo expressar aquilo que vai cá dentro, aquilo que não vai, aquilo que iria se fizesse o que eu queria.
É que hoje não sou aquilo que sou, sou aquilo que consigo. E porquê? Mudaria se eu? E se eu?

2 comentários:

  1. Tens rimas muito bonitas neste texto Inês. Gosto muito da forma como escreves embora não me identifique com o conteúdo... Tens de ser mais optimista :) O Mundo é bonito demais para andarmos tristes ;)

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  2. E se eu me pintasse de azul, vivesse como nuvem e bailasse no céu estrelado?
    Azul não. Não gosto da cor. Abaixo o FCP. Viva o Benfica!

    E se eu me vestisse de monja, fugisse para o tibete e vivesse lá para sempre?
    Epá, no Tibete é um bocado estranho. Só comem tofu e soja. Chichinha que é boa, nicles. E tem um ar um bocado rarefeito. Aquilo é um muito sinistro (uuuuuuuuhhhhhhh)


    E se eu me transformasse em cometa, fizesse toda a rota em torno da tua casa?
    Má ideia. Isto está uma desarrumação tal que te desintegravas.

    E se eu me pusesse como queres, fizesse como disseres, seria melhor?
    Nao, seria um desastre.

    E se eu me voltasse para dentro, fizesse voto de silêncio e não sorrisse nunca mais?
    Epá, tu já pouco sorris.Deixa-te de ideias...

    E se eu me quisesse transformar, ser melhor e diferente, alguém me iria ajudar?
    Eu até ajudava, mas duvido que pudesse contribuir.


    Se não gosta do que vês,
    se não gostas do que és,
    se não mostras o que queres,
    se não sabes comunicar,
    se não sabes gesticular,
    se não consegues expressar o que vai aí dentro,
    se hoje não és aquilo que és, deixa-te estar sossegadinha.

    Conversamos na mesma.
    Sem gestos,
    sem sorrisos,
    até sem palavras.

    Já reparaste que nós falamos tantas vezes em silêncio?

    Bjnho sussurrado na bochecha esquerda.

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