E o natal já passou. O jantar foi normal. Os quatro. O bacalhau pouco falou, nós também pouco conversámos. Só me lembrei que era natal quando a Mafalda me disse que ia sair para a missa. Foi aí que reparei que tinha prendas debaixo do pinheiro, que tinha madeiros a arder algures na rua, que tinha uma noite do outro lado da janela, mesmo que cá dentro com uma pequena lareira no coração, o frio estivesse presente.E abriram-se os presentes. O meu novo pijama, o meu novo mp4, a nova boneca da minha mãe (segundo ela 'muito, muito bonita'), o novo cd do meu pai (posto logo a tocar, 'só para ver se funcionava'), os novos peluches da minha mana (dois macacos, 'inseparáveis para sempre, como eu e tu'), uma casa para as barbies e mais uns pequenos beijos nas faces rosadas pelo calor gélido que vinha da pequena lareira.
Hoje, natal a sério, veio o meu avô almoçar. Trazia com ele 'uma lembrancinha da tua madrinha' Não precisava. O que eu queria não me dá a lembrança. O que eu queria ficou na lareira grande da tua casa, avô. Naquele natal de plástico, mesmo assim muito melhor que este.
Olha minha boneca de madeira (com um buraquinho em cima, para pôr uma velita),
ResponderEliminarNesse voo nocturno que foi a tua consoada, nem tudo foi de plástico.
A satisfação do teu pai, a comoção da tua mãe, o brilhozinho nos olhos da tua irmã, a visita do teu avô (mesmo que só por uma hora) são pedacinhos de felicidade que guardarás no teu coração.
Quanto ao resto, recicla: põe no ecoponto amarelo.
A lembracinha da tua madrinha sempre dá para te mimares. Mereces muito (logo combinamos expedição ao fórum).
Beijinho na bochecha esquerda
PS- Também podemos ser inseparáveis, como os macacos da tua irmã?
Inês: Sei que agora é difícil perceber mas, um dia destes, esses Natais vão parecer-te maravilhosos...
ResponderEliminarAlô Alô.
ResponderEliminarTens uma prenda no meu blog. Vai lá desembrulhar.